Compulsão transforma prazer em obrigação

KARINA KLINGER – da reportagem local
GABRIELA SCHEINBERG – free-lance para a Folha

O chocolate passa a ser um problema quando a pessoa come mais de 250 g por dia.

Praticar atividades que dão prazer é saudável. Mas a situação muda quando a busca de prazer se torna tão imperativa que a pessoa perde o controle. Passa dias à frente do computador, faz sexo com estranhos, joga até não poder mais, come ou compra tudo o que vê pela frente, tira o pó dos móveis várias vezes por dia. Falsamente tachadas como excêntricas ou irresponsáveis, pessoas que agem dessa forma são, na verdade, portadoras do que os psiquiatras chamam de transtornos da impulsividade.No início, essas pessoas são regidas pelo prazer. Com o tempo, porém, o que era apenas prazeroso torna-se uma obrigação. “A pessoa fica condicionada a buscar aquilo. É algo irracional”, explica o psiquiatra Arthur Kaufman, do Projeto de Atendimento ao Obeso do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo. “A pessoa sente-se obrigada a realizar a compulsão para esquecer seus problemas”, afirma Adriano Segal, coordenador do laboratório de obesidade do Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares), do Instituto de Psiquiatria do HC. Continuar lendo “Compulsão transforma prazer em obrigação”

Proibido para menores (de 132)

*Artigo publicado originalmente na Revista Folha em Janeiro de 2000
por Bel Moherdaui

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Joel Augusto Teixeira, 31, neurocirurgião formado pela USP, fez os testes de QI e tirou nota 156. Foto: Alexandre Schneider/Folha Imagem
Eles estão entre os 2% mais “inteligentes” do mundo e já sofreram preconceito por isso. Ela aprendeu a ler um mês antes de completar 3 anos e a escrever logo depois. Aos 6, já falava inglês e com 13 dava aulas de violão. Hoje, aos 30, é neuropediatra, fala cinco línguas e entende “tudo” sobre animais.

Marcia Hartmann Franco Teixeira, portadora de altas habilidades -em linguagem mais simples, uma “superdotada”-, integra um seleto grupo de 10 brasileiros membros de associações internacionais de “geninhos”.
Para ser membro da Mensa International (mesa em latim), por exemplo, o candidato precisa obter uma pontuação que o encaixe entre os 2% mais “inteligentes” do mundo – cerca de 132 pontos no teste de QI (quociente de inteligência). A média na população em geral varia em torno de 100.

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